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Nótula Histórica

Carta Régia de D. José (1773)

Lagoa, terra de múltiplas atrações, deve o seu topónimo às lagoas existentes um pouco a leste do atual núcleo urbano. Durante longo período, foi lugar ilustre do termo de Silves, sendo-lhe reconhecida autonomia administrativa a 16 de Janeiro de 1773, no âmbito da reforma operada no reinado de D. José, que procurou inverter o estado de estagnação económica de que o Algarve era alvo. Este plano de “Restauração”, como é designado nas fontes da época, traduziu-se num conjunto coerente de medidas legislativas de carácter económico e administrativo. Foi neste cenário que foi elevada à condição de vila a sua principal povoação, Lagoa.

A carta régia colocou sob jurisdição do novo termo de Lagoa os lugares de Estômbar, Ferragudo e Mexilhoeira da Carregação. Porches só viria a ser integrado no ano de 1834. O mesmo alvará elevou também Monchique, sendo que os dois novos termos passaram a repartir entre si parte do território pertencente ao vasto e empobrecido termo de Silves. Simultaneamente, Vila Nova de Portimão foi elevada à categoria de cidade, destinando-se para essa localidade a sede do novo bispado, apesar de nunca se ter concretizado. A nova organização administrativa refletia o fomento económico que se pretendia incutir na região.

Se de Monchique, local de passagem entre o Alentejo e o Algarve, interessava extrair a madeira de castanho, e de Portimão interessavam os bons portos marítimos por onde escoar a produção agrícola da serra, de Lagoa interessava o posicionamento estratégico, por onde passavam importantes eixos viários, e a grande potencialidade piscatória e agrícola que interessava revitalizar. Em meados do século XIX João Baptista da Silva Lopes descrevia-a como “bosque continuado de frondosas oliveiras, amendoeiras, alfarrobeiras e figueiras com extensas várzeas, que produzem muito trigo” e de “largas vinhatarias entre os figueirais” (LOPES, 1841).

Desde então, e gradualmente, o concelho consolidou-se e viu a sua população crescer exponencialmente, tendo sido decisivo o alvará pombalino de 1773. O papel de prosperidade e dinamismo que a  pesca, a vinha e a indústria de conservas piscícolas trouxeram a Lagoa nos finais do século XIX e primeiras décadas do século XX é hoje desempenhado pelo turismo e por uma crescente diversidade de actividades que inserem a cidade, assim declarada a 19 de Abril 2001, e o seu território concelhio, num moderno Algarve muito distinto daquele em que emergiu.

A considerável riqueza em vestígios arqueológicos, na qual se destaca a estação pré-histórica da Caramujeira, descoberta em 1974, cujos menires são amplamente conhecidos do panorama científico, têm resultado de uma série de trabalhos arqueológicos que têm valorizado Lagoa neste campo. Nota de destaque merece o levantamento arqueológico que Mário Varela Gomes, João Luís Cardoso e Francisco Alves realizaram, o qual foi publicado pela câmara municipal em 1995, que registou perto de duas centenas de sítios, achados e outras materialidades com interesse para a arqueologia. Os últimos 20 anos trouxeram consigo novas descobertas, pelo que a cartografia arqueológica do concelho está em permanente atualização. 

O património natural de Lagoa não fica aquém da riqueza da sua história. Aliás, esta é a uma das suas imagens de marca. Quem visita Lagoa depara-se com paisagens magníficas coloridas por caprichosos rochedos, arribas recortadas pelo mar e moldadas pelos agentes atmosféricos, praias de areia fina ... ou seja todo um cenário idílico. A especificidade na proximidade do mar, com os benefícios resultantes da pesca, salinicultura, praias amenas, potencial agrícola e turístico, acrescida das boas condições climáticas, constitui o motivo da atracção de populações desde os tempos pré-históricos aos nossos dias.

Implantado na zona ainda correspondente ao Barlavento Algarvio, compreendido entre os concelhos de Portimão e Silves, o concelho de Lagoa ocupa hoje uma área de 89 Km2. Nele residem, de acordo com os Censos de 2011, 23.048 pessoas, entre elas muitos cidadãos estrangeiros. O feriado municipal é comemorado a 08 de Setembro.

Monumentos Classificados:

- Igreja de S. Tiago (matriz), Estômbar - Monumento Nacional

- Forte de S. João do Arade, Ferragudo - Imóvel de Interesse Público

- Forte e Capela de Nª. Sª. da Rocha, Porches - Imóvel de Interesse Público

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